sexta-feira, 5 de setembro de 2014

CRIME BÁRBARO: Garota de Programa nega participação em crime com requintes de crueldade que chocou a cidade de Maceió.

Prostituta e demais suspeitos são acusados de assassinar jovem grávida em Maceió.

Vanessa Ingrid da Luz Souza, 19, principal suspeita na morte da jovem grávida Franciellen Rocha, encontrada carbonizada no dia 14 de fevereiro de 2013, em Maceió, foi ouvida na tarde desta quarta-feira (6) durante a audiência de instrução do caso, que deve decidir se ela e outros quatro acusados serão submetidos a júri popular.

Vanessa negou ter sido responsável pelo assassinato, mas admitiu que participou das agressões contra a jovem.

São acusados no crime Vanessa Ingrid, Nayara da Silva, Saulo José Pacheco, Vitor Uchôa e Thiago Anderson. Eles foram denunciados pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MP-AL) pelo crime de homicídio triplamente classificado. Vanessa foi a primeira dos cinco acusados a depor. O restante deve falar ainda nesta quarta-feira (6).

Segundo a acusação, Vanessa teria cometido o crime por ciúmes, já que a vítima estava grávida de dois meses e dizia que o pai era o ex-namorado da acusada. Em depoimento, Vanessa disse que não soube se a Franciellen teve um caso com Genilson dos Santos, o Ninho, com quem ela diz ter passado três anos em um relacionamento.

A acusada, entretanto, confessou que participou das agressões em seu apartamento, mas negou que tenha determinado ou participado do assassinato. Ela confirmou que saiu do apartamento com a vítima e três dos acusados, mas disse que ficou no bairro da Ponta Grossa com Nayara e apontou outra motivação para o crime.

"O que o Thiago me disse, é que o marido dela teria feito um atentado contra ele. Por causa disso, ele quis se vingar", falou. Disse que quem começou as agressões foi Thiago Anderson, que teria incitado as outras pessoas a agredi-la também. "Só foram uns tapas que deram. Ela não gritou. Era um apartamento quarto e sala e não foi isso tudo que aconteceu", alegou.

Questionada sobre o porque de muitas testemunhas e acusados a apontarem como mandante, ela disse não saber o motivo mas que poderia ser para defender Thiago.

Réus podem ir a júri popular.

Testemunhas de defesa prestaram depoimento pela manhã e no início da tarde. Um policial que participou da operação para prender os acusados foi o primeiro a depor. Em seguisa, falaram as adolescentes que teriam presenciado as agressões contra Franciellen. O juiz não autorizou que amigos e familiares dos réus estivessem presentes no auditório quando as testemunhas de acusação prestaram falando.

As garotas contaram detalhes sobre o que houve na noite do dia 14 de fevereiro. Um vídeo divulgado pela polícia à época mostra os envolvidos no crime entrando no apartamento de Vanessa Ingrid. Elas relataram que a vítima foi pisoteada e espancada por todos, teve sobrancelha e cabelos cortados e queimaduras com cigarro pelo corpo. As agressões teriam acontecido em um apartamento, onde Vanessa morava, em Cruz das Almas.

Uma delas presenciou até o momento em que o grupo levou a vítima a um local próximo ao Conjunto José Tenório e atearam fogo. O corpo de Franciellen foi encontrado carbonizado. Todas as testemunhas disseram que foram ameaçadas por Vanessa para que participassem das agressões. Elas também disseram que ainda têm medo de serem mortas por ela e pelo grupo.

Uma das jovens que depôs, disse que Vanessa trancou o apartamento e não permitiu que ninguém deixasse o local, mas em seguida foi liberada com outras três adolescentes. Elas ficaram em uma praça, até que Vanessa chegou com outros acusados e Franciellen dentro de carro. "Inicialmente, a Vanessa disse que não iria matar a Franciellen, mas depois disse que iria tocar fogo", falou.

Testemunhas de defesa também foram ouvidas pelo juiz, promotor e advogados. A primeira foi uma amiga da Vanessa, que falou sobre seu comportamento e disse que a única coisa que sabia era que a amiga só havia agredido Franciellen, mas que não a matou.

Também prestaram depoimento a esposa do Thiago e dois vizinhos do Saulo Pacheco. Eles negaram que desconheciam que os acusados estavam envolvidos no crime.

As informações são do G1 Alagoas.

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