sábado, 6 de setembro de 2014

OPERAÇÃO LAVA JATO: Ex-diretor da Petrobras preso pela Policia Federal acusa Ex-deputado Mário Negromonte como destinatário de propinas de esquema de corrupção.

Na delação Ex-Presidente da estatal cita  Ex-deputado Mário Negromonte.

O ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa acusa ministros, senadores, governadores e deputados envolvidos na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
De acordo com reportagem da revista Veja desta semana, Costa, preso em março pela Polícia Federal, citou em depoimentos de delação premiada nomes como os dos presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA).

Costa, preso desde março, acusa ainda três "governadores", em estados onde a Petrobras tem investimentos: Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio, Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão, e Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República, morto no mês passado em um acidente aéreo.

Do Senado, Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, e Romero Jucá (PMDB-RR). Entre deputados, o petista Cândido Vaccarezza (SP) e João Pizzolatti (SC), do PP. O ex-ministro das Cidades e ex-deputado Mario Negromonte também do PP é outro citado por Paulo Roberto como destinatário da propina.

Ainda de acordo com a revista, Costa admitiu que as empreiteiras contratadas pela companhia tinham, obrigatoriamente, que contribuir para um caixa paralelo destinado à base aliada do governo. Quem fazia ponte com o esquema no PT, segundo Costa, era o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto.

Desde sexta feira, 29 de agosto, Paulo Roberto está depondo em regime de delação premiada para tentar obter o perdão judicial. Os depoimentos são todos filmados e tomados em uma sala na Custódia da PF em Curitiba.

Outro lado
Eduardo Campos

Em campanha em Brumado (BA), 555 quilômetros ao sul de Salvador, a candidata do PSB à presidência, Marina Silva, classificou como "ilação" a citação ao ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nas delações premiadas feitas por Paulo Roberto Costa.

Sem se aprofundar no tema, Marina afirmou que "o fato de haver um investimento da Petrobras em seu estado não dá o direito, a quem quer que seja, de colocá-lo (Campos) na lista dos que cometeram irregularidades" na empresa. "Neste momento, todo o Brasil aguarda as investigações dos desmandos da Petrobras, que estão ameaçando o futuro da empresa e o futuro do pré-sal", disse. "O governo tem de explicar a má governança que ele fez na Petrobras, levando essa empresa que sempre foi exitosa e respeitada dentro e fora do Brasil a quase uma total falência. Algumas coisas não podem continuar."

Ex-diretor da Petrobras Algemado pela policia.

O candidato a vice-presidente na chapa de Marina, Beto Albuquerque, também defendeu Campos das acusações. "Repudio as ilações e a vilania que estão tentando fazer contra Eduardo Campos depois que ele morreu", disse. "Quando ele estava vivo, não tinham coragem de enfrentá-lo.

Agora, começam a levantar acusações, como se ele pudesse se defender. Já a assessoria do PSB comunicou que não se manifestará sobre a menção ao ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos no depoimento do ex-diretor da Petrobras. Dentro do partido, a avaliação é a de que Paulo Roberto Costa não apresentou provas concretas contra Campos. "Apenas jogaram no ar o nome de uma pessoa que já morreu, é um absurdo", comentou um auxiliar.

Roseana Sarney

A governadora do Estado do Maranhão Roseana Sarney (PMDB) enviou nota à imprensa em que diz repudiar veementemente e "com grande indignação" as denúncias feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em delação premiada. "Nunca participei de nenhum esquema de corrupção e muito menos solicitei ao ex-diretor da Petrobras recursos de qualquer natureza." Roseana afirma que tomará todas as medidas jurídicas cabíveis para resguardar sua honra e dignidade.

Vaccari Neto

O secretário nacional de finanças do PT, João Vaccari Neto, negou as acusações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Em nota, Vaccari diz que nunca tratou de assunto relativo ao PT com Costa. "Assim, é absolutamente mentirosa a declaração de que tenha havido qualquer tratativa, seja pessoal, por e-mail ou mesmo telefônica, com o referido senhor a respeito de doações financeiras ou qualquer outro assim", diz em nota.

Vaccari diz ainda que nunca esteve na sede da Petrobras e que não visita empresas estatais, pois elas são proibidas de fazer doações eleitorais. O petista afirmou também que todas as contas do partido São "apresentadas em detalhes" aos órgãos responsáveis pela fiscalização.

Sérgio Cabral

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a relação do governo com Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, era "institucional".

Cabral questiona em qual afirmação de Costa seu nome é mencionado, uma vez que ainda não foram divulgadas acusações contextualizadas feitas por ele à PF.

Dilma aguarda 'dados oficiais' para comentar denúncias

A presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, afirmou há pouco, em São Paulo, que é preciso ter "dados oficiais" para poder comentar as denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

"A própria revista que anuncia esse fato diz que o processo está criptografado, guardado dentro de um cofre e que irá para o Supremo", disse, referindo-se à revista Veja. Entre os nomes citados pela publicação, estão o do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) e do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto.

"Eu gostaria de saber direitinho quais são as informações prestadas nessas condições e eu te asseguro que tomarei todas as providências cabíveis", disse a presidente, em coletiva de imprensa, antes de participar de um encontro com mulheres na sede do sindicato dos bancários.

Dilma disse ainda que não poderia comentar o assunto "com base em especulação". "Eu quero as informações. Acho que as informações são essenciais e são devidas ao governo. Porque, caso contrário, a gente não pode tomar medidas efetivas", afirmou.

As informações são da Época Negócios e Veja.

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