quarta-feira, 17 de setembro de 2014

REVISTA VEJA: Rede de escândalos, Ex-deputado Mário Negromonte.


Escândalo dos sanguessugas

Envolvimento

Duas integrantes da quadrilha citaram Negromonte como um dos parlamentares autores de emendas favoráveis ao grupo. Além disso, em grampo da PF, Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam, e ex-deputado Ronivon Santiago, preso na operação, comemoram a eleição de Negromonte para líder do PP na Câmara.

Escândalo em Cidades

O único representante do PP na Esplanada foi acusado pelos próprios correligionários de ter montado um bunker em seu gabinete onde ofereceu dinheiro a deputados - uma espécie de mensalinho - em troca de apoio na guerra interna pelo controle da legenda.

Desde o episódio, revelado por VEJA em agosto de 2011, o ministro não saiu mais de berlinda: viu sua pasta envolvida na adulteração de um projeto bilionário, foi flagrado usando verbas do ministério para promoção pessoal (e eleitoral) na Bahia e participou de uma reunião com lobistas de uma empresa que, posteriormente, assumiria contratos na pasta.

O que aconteceu

Confrontado, o ministro atribuiu a denúncia a um jogo de intrigas armado pelo rival pepista Márcio Fortes, ex-ministro das Cidades. Negromonte não gozava de nenhum prestígio especial com a presidente Dilma Rousseff, mas resistiu por seis meses à sucessão de denúncias - é que o próprio PP notou que, se chancelasse a demissão de Negromonte, não teria garantias de indicar o substituto no ministério, que tem um dos maiores orçamentos da Esplanada - 22 milhões de reais para 2012 - e vinha sendo comandado pela legenda desde 2005.

Só deixou o cargo em fevereiro de 2012, após a exoneração de dois aliados, seu chefe-de-gabinete, Cássio Ramos Peixoto, e o chefe da Assessoria Parlamentar da pasta, João Ubaldo Coelho Dantas. Voltou a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados, onde exerceu seu sexto mandato, depois foi indicado pelo governador da Bahia a conselheiro do TCM.

Operação Lava Jato

Envolvimento

As câmeras da casa de câmbio de Youssef em São Paulo revelam que o deputado e ex-ministro das Cidades fazia visitas ao doleiro. No registro de entrada, o deputado se identifica apenas pelos seus três primeiros nomes: "Mário Silvio Mendes". Omitiu Negromonte, o sobrenome mais conhecido. Seu irmão, Adarico, também era figura constante no escritório de Youssef.

O que aconteceu

Negou qualquer vínculo com o doleiro - e creditou as frequentes visitas do irmão a Youssef a uma infeliz coincidência. Adarico teria ido ao escritório do doleiro, segundo ele, apenas para tentar arrumar um emprego.

Pouco após VEJA revelar sua relação com o doleiro, foi eleito conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia.

Fonte: http://veja.abril.com.br/infograficos/rede-escandalos/perfil/mario-negromonte.shtml?scrollto=conteudo-rede?scrollto=conteudo-rede

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