terça-feira, 25 de novembro de 2014

Policia Federal desarticula e mete na cadeia, quadrilha criminosa que ''assaltou'' a Petrobras durante anos.


Nunca antes na história deste país se desviou tanto dinheiro de uma empresa estatal como ocorreu na Petrobras a partir de 2002. A cada dia surgem novas informações dando conta de uma fantástica combinação de incompetência com roubalheira.

Os números são assombrosos. Perto deles, os milhões do mensalão capitaneado por ex-ministros e ex-dirigentes partidários não passam de travessuras de pivetes.

O montante da corrupção acumulada nos três últimos governos alcança R$ 10 bilhões segundo as últimas estimativas. Apenas o prejuízo da aquisição de uma refinaria no Texas ultrapassou 792 milhões de dólares, mais do que o orçamento do Veículo Leve sobre Trilhos - VLT que um dia ligará Cuiabá a Várzea Grande.

A Justiça conseguiu o bloqueio de R$ 49 milhões nas contas bancárias dos acusados, sendo que o valor não foi maior porque muitos estavam com as contas zeradas. Em acordos de colaboração premiada, cinco criminosos confessos comprometeram-se a devolver mais de R$ 423 milhões.

Somente um gerente do segundo escalão da empresa, pilhado com contas secretas na Suíça, assinou compromisso de devolução de 100 milhões de dólares. Se um simples capitão da tropa dos petrocorruptos tem 100 milhões de dólares para devolver à Justiça, imaginem os generais e aqueles que os nomearam!

Trata-se de valores inimagináveis para o cidadão comum, que trabalha e paga impostos. São fortunas de causar inveja aos principais mafiosos, contrabandistas e traficantes de armas e de drogas do planeta, que correm mais riscos e não logram esses resultados.

Até hoje, o maior assalto a banco registrado ocorreu em 1987 em Knightsbridge, na Inglaterra, e rendeu 113 milhões de dólares. Na Petrobras, somente os aditivos contratuais na Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco drenaram volume muito maior de dinheiro para empreiteiras, funcionários e dirigentes políticos responsáveis pela indicação dos diretores da empresa.

Observem que os fatos são irrefutáveis. A colaboração premiada de ex-dirigentes da Petrobrás e executivos de empresas contratadas implica na confissão de crimes, amplamente documentados pelos rastros das transações financeiras.

Há uma empresa condenada na Holanda por suborno de 139 milhões de dólares pago na contratação pela Petrobras de plataformas petrolíferas. Há investigações em curso nos Estados Unidos e fortes denúncias em relação a operações na África. Há contas secretas no Panamá, na Suíça e em outros paraísos fiscais. A quadrilha nomeada na Petrobras globalizou a propina.

Como se chegou a tal ponto? De quem é a responsabilidade? Quem nomeou esses diretores assaltantes na Petrobrás?

Tive a oportunidade de conhecer e conviver com muitos engenheiros idealistas que desde os anos 60 dedicaram o melhor de sua inteligência e capacidade de trabalho para fazer da Petrobrás uma empresa querida pelos brasileiros, respeitada e admirada em todo o mundo.

Felizmente para eles, quase todos já faleceram, sendo poupados do desgosto de testemunhar a destruição de sua obra por essa quadrilha.

Os brasileiros esperam que a Justiça seja feita por completo, penalizando ex-diretores, doleiros, empreiteiros e, principalmente, aqueles príncipes citados no Sermão do Padre Antônio Vieira, que lhes deram os postos e os poderes, os consentiram e dissimularam.

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